O massacre da Serra elétrica - O inicio




Nunca houve retrato mais brutal do inferno do que o mostrado na grande obra de Tobe Hooper, “O Massacre da Serra Elétrica”. Aquilo era horrível – humano algum merecia qualquer tipo de experiência como aquela. Esta não é uma história real, isso é fato, mas se fosse, ninguém teria razão alguma de duvidá-la.

Mas toda a história tem um começo, assim como a maioria das franquias cinematográficas de sucesso tem um produto com subtítulo de “O Início”. Não podendo deixar de ser, essa horripilante obra de Hooper ganhou sua origem em 2006 – o que parecia incrivelmente desnecessário há alguns anos atrás.

Tudo que não havia sido explicado nos filmes anteriores da série havia de ser detalhadamente contado no “Início”, porém tais películas não deixaram muitos fatos sem explicação. Tudo que restou foi explicar como “Leatherface” conseguiu sua máscara e quem era sua mãe, mas ninguém realmente parecia interessado por isso.

Graças aos céus o diretor responsável pela origem de uma das mais macabras produções da história da humanidade realmente sabia o que estava fazendo, e o seu filme tornou-se uma enorme homenagem ao cinema de Tobe Hooper.




Tudo que havia na obra original foi traduzida em sua adaptação, só que em menor quantidade – há menos suspense, diversão e brutalidade, mas tudo continua ótimo como antigamente.

A história transmitida aqui conta a emocionante trajetória de um inocente grupo de adolescentes que fizeram uma viagem acidental a caminho de uma casa de canibais e, simultaneamente, a curiosa ascensão do famoso “Leatherface”. De fato, tal personagem é tratado nesta película com muito mais profundidade do que no filme original.

Dirigido por Jonathan Liebesman, a obra conta com um incrível nível de violência extrema – incomum em outras produções hollywoodianas atuais. Os efeitos especiais também cumprem seu papel, principalmente por causa da bem feita maquiagem.




“O Massacre da Serra Elétrica – O Início” é uma ótima tentativa de reproduzir o típico cinema de horror setentista com uma leve mistura do cinema atual. Embora este seja um tanto quanto superficial – principalmente em comparação a obra de Tobe Hooper – merece ao menos uma Nota 8.


E aí... tem coragem???

Silent Hill Home Coming (Game)




O jogo coloca-nos na pele de Alex Shepherd, um soldado de regresso a casa, após ter passado algum tempo num hospital. Naturalmente que a chegada ao lar não é brilhante, com o herói a deparar-se com uma cidade que já viu melhores dias. Monstruosidades palmilham as ruas, a noite é constante e a humidade elevada. Como bonus, entre os muitos habitantes estranhamente desaparecidos encontram-se o pai e o irmão do herói. Ou seja, a busca pelos familiares marca o ponto de partida de Homecoming.

A história que acompanha a acção é bem contada, isto apesar de um início algo lento. Mas a partir de um determinado ponto do jogo, as surpresas começam a dar bom sinal de si, não faltando uma agradável dose de surpresas. Quem tiver seguido a série ao longo dos anos poderá contar com vários desenvolvimentos relativos à mais assombrada das cidades, não faltando aparições de alguns conhecidos. Uma coisa é certa, o argumento prende do início ao fim.

No que respeita à mecânica, a base é completamente Silent Hill. Assim sendo, há que percorrer cenários exteriores e interiores, na companhia de uma mapa onde vão sendo anotados os locais onde não se pode entrar, as divisões acessíveis e os pontos de save, entre outras características.




Obviamente que Alex faz-se acompanhar pela velha lanterna do franchise. Estranhamente, o dito objecto não funciona na perfeição, pois mesmo com o brilho do televisor puxado ao máximo, não faltam locais onde não se consegue ver um palmo à frente do nariz, ao ponto de termos confirmado por diversas vezes se a dita lanterninha se encontrava ligada. Para além de chegar aos nervos, chega a provocar dores de cabeça.

Escusado será dizer que as ruas e corredores encontram-se repletas de monstruosidades, sendo notório que Homecoming é o jogo da série que mais aposta na acção, com os confrontos a sucederem-se a alto ritmo. É aqui que entra em cena a aprendizagem militar de Alex, com a obra a apresentar um novo sistema de combate, devido ao qual podemos evitar as investidas dos adversários, enquanto damos uso a um sistema de combinação de golpes.

Esta introdução facilita muito os duelos, retirando à obra um pouco da sensação de morte iminente, constantemente presente nos episódios anteriores. Basicamente, está tudo bem mais fácil, sendo possível poupar-se muitas balas e armazenar-se uma boa quantidade de curativos para os choques mais complicados.

Vendo as coisas pelo lado positivo, evita que se tenha de dar uso a um sistema de saves pouco agradável, que obriga a voltar percorrer-se longos percursos após Alex ter ido ao encontro do Criador.

Os enigmas presentes também não são complicados, grande parte deles não apresentando grande nível de criatividade, especialmente no toca à primeira parte da aventura.




E aí... tem coragem???

Dead Space (Game)

Muitos gamers já devem ter percebido o quão escassa estão as franquias survival horror nessa geração, são poucos os games do gênero – muito poucos – jogos como Resident Evil 5 e Silent Hill Homecoming foram os únicos a entrarem no mercado de console da 7ª geração, deixando um “espaço” vazio e pouca variedade de games do estilo, até 2008!



Dead Space 2 vai parar seu coração!




Há três anos, a Viceral Games, em parceria com a Eletronic Arts, anunciou um título que chamou a atenção de muitos gamers de mundo todo. Dead Space cativou, contudo ninguém desconfiava que a franquia fosse ser tão boa, muito pelo contrario, não se tinha a menor fé que Dead Space preencheria aquele espaço vazio, mas preencheu e muito bem. O game surpreendeu a todos os ávidos jogadores e fãs do gênero survival horror, que sentiam falta dos sustos e momentos tensos, geralmente presentes em títulos do estilo. E foi com um clima medonho, roteiro atraente e uma jogabilidade incrível que fizeram de Dead Space um gigante no mercado, surpreendendo até mesmo a Viceral Games, que se sentiu obrigada a fazer uma sequência depois de tanto sucesso.





Nesse ano de 2011 a franquia continua, Dead Space 2 promete parar seu coração. Com melhorias visíveis e uma atmosfera muito mais tensa do que o antecessor. Se você já jogou o game original sabe do que estou falando. O game possui também uma prévia de seu anterior - para aqueles que não jogaram ou preferem embarcar logo no segundo game – a previa é no mesmo estilo presente em seriados, mostrando resumidamente os acontecimentos no primeiro jogo, basta iniciar o modo single-player e selecionar a opção “Previously on Dead Space”. Há seis modos de dificuldade na campanha que varia de Easy a Hardcore.

O game começa com o resgate de Isaac Clarke – protagonista da franquia – o qual está preso há três anos após os eventos em Ishimura, ambiente principal do jogo original, em uma ala psiquiátrica em uma espécie de colonização espacial orbitada em Saturno. O clima tenso prevalece já no inicio do game, onde Isaac está fugindo em meio de uma infestação relâmpago de monstros macabros, enquanto o mesmo está preso em uma camisa de força. Clarke durante o game tem visões assustadoras de sua namorada, fator que deixa a atmosfera do game cada vez mais medonha.



No decorrer do game, Clarke equipasse com armas e dispositivos tecnológicos para se proteger e detonar com qualquer aberração espacial. Há lojas, onde você poderá comprar e vender itens como armas, munição, armadura e energia, e também um dispositivo presente em varias áreas do game o qual poderá fazer upgrade de suas armas e dispositivos que necessitam de um item (Power Node).

São muitos os equipamentos presentes em Dead Space 2, há armas de pequeno e grande porte, como a Plasma Cutter - que é uma espécie de pistola que usa munições energéticas para mutilar qualquer ameaça - e a Line Gun - que atira discos e minas de energia com pouca precisão fazendo um estrago grande. Cada arma possui tiros alternativos que mudam o estilo, como de discos para minas. Tem também alguns dispositivos que, por exemplo, permitem Isaac deixar qualquer matéria que se mova mais lenta, como portas automáticas e até mesmo monstros, facilitando a matança. O critério continua o mesmo em relação a matar monstros, não mata mais rápido se atirar na cabeça ou em áreas vitais, e sim os desmembrando, lembre-se disso!



A jogabilidade não mudou muito, apenas alguns comandos foram trocados, mas já tem uma atualização permitindo que os gamers configurem os comandos como quiserem. No jogo não há nenhum HUD, que são aqueles painéis indicando vida, munição e energia presentes nas telas dos games, os indicadores estão visíveis na armadura e armas, que mostram respectivamente vida, energia e munição.

Fora a campanha single-player, há um modo multiplayer, muito simples e pouco variado. Neste os players escolhem um grupo, ou humanos ou monstros, e começam uma guerra, é basicamente uma partida de Deathmatch, onde quem esperar mais tempo para escolher uma arma ou monstro terá mais opções dos mesmos.




Dead Space 2 tem todos os fatores para instigar qualquer fã ou não fã do gênero survial horror. Com um multiplayer fraco, que apenas completa o game, o jogo se destaca por um single-player estimulante com uma atmosfera pra lá de assustadora - muito mais tensa que o primeiro game da franquia – além de um roteiro que prende o jogador até o fim, garantindo uma experiência repleta de mutilações e sangue

Nota: 7,5

E aí... tem coragem???

Jericho (game)




Há uma ligeira possibilidade de que você nunca tenha ouvido falar em Clive Barker, mas esse escritor, diretor de cinema e designer é um dos mais influentes da segunda metade do século 20, tendo inclusive influenciado e muito a estética de um dos filmes mais icônicos do fim do século: Matrix, e criado Pinhead, um dos personagens mais famosos da história do cinema.
Em 2001, Clive Barker fez sua primeira incursão ao mundo dos games com Clive Barker's Undying, FPS de horror bastante original, com uma ótima ambientação e armas que fugiam ao comum. Infelizmente, o jogo foi um fracasso comercial, embora bem recebido pela crítica.
Barker chegou a trabalhar num projeto que se chamaria Clive Barker's Demonic, mas tal jogo acabou sendo cancelado. Agora, 6 anos após Undying, eis que chega a nossas mãos Jericho, nova empreitada de Barker no mundo dos games.
Jericho conta a histoória da cidade de Al-Kalil, construída para ser uma prisão ao Primogênito, um ser criado por Deus antes da raça humana. De tempos em tempos, o Primogênito junta forças para tentar fugir, e nesse momento são escolhidos 7 seres humanos, para ir até Al-Kalil e selarem novamente o Primogênito, no entanto acabam ficando eternamente presos lá também.
Quando a cidade de Al-Kalil reaparece, nos dias atuais, cabe ao time Jericho, um grupo militar formado por paranormais, selarem novamente a fenda.

Gráficos

Jericho possui um visual explêndido. Personagens, texturas, ambientes, física, tudo é lindíssimo. O uso de uma paleta escassa de cores, com predomínio de tons marrons, foi uma decisão acertada que ajuda a manter o clima.
Superfícies como tentáculos e asas, que muitas vezes não ficam lá muito belas em games, aqui são excelentes.,
Faço apenas uma ressalva para as sombras, que não são em tempo real. E a iluminação poderia estar melhor.

Som
Dublagens muito boas, cheias de personalidade, cada personagem tem um estilo próprio inconfundivel. As músicas são belíssimas, e cumprem muito bem seu papel, sempre se adequando ao momento. Os demais efeitos sonoros também não deixam nada a desejar.

Jogabilidade
Jericho sem dúvida não é um FPS comum. Antes de mais nada, durante o jogo controlamos 7 personagens diferentes, cada um com características muito particulares, e todos bastante balanceados, não existe nenhum "apelão" e nenhum "café com leite". Todos os personagens possuem seus fracos e fortes, e com cada um o jogo ganha um estilo diferente. Pode-se abrir caminho feito um Rambo, o dedo enfiado no gatilho, pode-se ficar de longe, atirando com um sniper rifle, pode-se usar bullet time como em F.E.A.R., enfim, as possibilidades são inúmeras.
Cada personagem também possui poderes especiais. São coisas como magias de fogo, magias paralisantes, telecinésia, bullet time, cura e outros.
Jericho, ao contrário do que a ambientação e os inimigos fazem pensar, é um jogo de pura ação. Para otimizar isso, o jogo possui ambientes pequenos, lineares. E não há sequer itens a seres coletados. Quando um personagem morre, basta ir para o controle de outro. Quando a munição acaba, dentro de algum tempo recebemos mais, e a cada checkpoint também. Enfim, é um jogo de pura e desenfreada ação, e cumpre muito bem a sua proposta.
Só uma ressalva para algumas combinações de comandos meio complicadas de se fazer no calor da batalha, e que algumas vezes são necessárias.

Arte
Os ambientes e inimigos são absurdamente pavorosos. Poucas vezes se viu um jogo com ambientes tão infernais, e com inimigos tão grotescos. A estética de Clive Barker está marcada a ferro quente no universo de Jericho, então são constantes o uso de roupas couro, correntes, implantes mecânicos em seres vivos e tudo mais que Clive Barker tanto gosta.
O enredo é bem interessante, misturando textos apócrifos, fatos; personagens e ambientes históricos e viagens no tempo.
A maioria dos personagens é interessante, embora alguns acabem caindo mesmo no cliche, bem como algumas linhas de diálogo.




Diversão
Clive Barker's Jericho é bastante divertido. Os diversos personagens controláveis evitam que o jogo caia na repetição, embora ele seja, sim, meio repetitivo. Não há nada para se fazer no jogo, a não ser matar inimigos. Por um lado isso garante a ação e tensão desenfreadas, por outro pode ser meio maçante. Alguns momentos são difíceis um pouco além do necessário, o que pode tornar o jogo frustante a alguns. A curva de aprendizado de cada personagem pode ser um pouco demprada, mas o uso de seus poderes é bem explicado e intruitivo.
Como o jogo não é exatamente longo, a repetição não chega a cansar, embora seja difícil querer termina-lo novamente.
Para agregar um pouco de replay, o jogo traz fichas de personagens destracáveis através de certas exigencias, como matar x inimigos usando um determinado poder, ou terminar certas fases sem morrer nenhuma vez.

Conclusão
Um ótimo FPS, bastante diferente do que costumamos ver, para o bem e para o mal. Vale principalmente pela estética e pelos diversos personagens. Para quem gosta de um jogo mais arcade, onde a única obrigação é sentar o dedo em dezenas de inimigos, é uma ótima pedida.


Nota: 9,0

E aí... tem coragem???

Dead Silence (Gritos Mortais)




À semelhança de Darkness Falls, este filme também se baseia numa lenda local. Conta a história de Mary Shaw, uma ventriloquista detentora de uma vasta colecção de bonecos, a quem terá sido cortada a língua e posteriormente assassinada. O espírito vingativo dela começa então a executar a mesma sentença aos responsáveis.

Quando Jamie (Ryan Kwanten; True Blood) se depara com a morte da sua mulher logo após ter recebido um estranho boneco de ventriloquismo, a lenda de Mary Shaw revela-se como a pista mais viável a seguir.

Vigiado pelo detective Jim (Donnie Wahlberg; Saw II), Jamie desloca-se então até a sua cidade natal onde reencontra o pai (Bob Gunton; Desperate Housewives) e conhece a sua nova madrasta (Amber Valletta; The Contractor 2). Em conjunto com outros personagens, Jamie acaba por mergulhar no maquiavélico passado da cidade e da estranha ventriloquista, desvendando a terrível maldição que paira sobre as suas cabeças.

Dead Silence não é original em termos de argumento, uma vez que bonecos demoníacos e fantasmas já foram usados várias vezes sem contar nos outros filmes, porém, o modo como tudo foi filmado confere um aspecto completamente diferente e ainda assim medonho.

De facto, os efeitos cinematográficos são por si só responsáveis pela sensação arrepiante e atmosfera gótica do filme, mesmo recorrendo a clichés tão comuns – o uso de nevoeiro, o ranger de superfícies ou o tom escuro e sombrio de quase todas as cenas.

Os momentos assustadores são bastante eficazes, devido à caracterização de Mary Shaw e à tensão e suspense a eles associados, havendo sempre o uso de silêncio quando o espectador está prestes a ser assustado.

Apesar de Dead Silence surgir das mentes dos criadores de Saw, é com alívio que não se observam segmentos demasiado violentos ou chocantes, existindo antes apenas o suficiente para manter o espectador apreensivo. Além disso, quando o clímax é alcançado e a história parece encaminhar-se para os minutos finais, eis que surge uma reviravolta assombrosa que altera por completo o seu desfecho.


nota: 7,0

E aí... tem coragem???