Silent Hill Home Coming (Game)




O jogo coloca-nos na pele de Alex Shepherd, um soldado de regresso a casa, após ter passado algum tempo num hospital. Naturalmente que a chegada ao lar não é brilhante, com o herói a deparar-se com uma cidade que já viu melhores dias. Monstruosidades palmilham as ruas, a noite é constante e a humidade elevada. Como bonus, entre os muitos habitantes estranhamente desaparecidos encontram-se o pai e o irmão do herói. Ou seja, a busca pelos familiares marca o ponto de partida de Homecoming.

A história que acompanha a acção é bem contada, isto apesar de um início algo lento. Mas a partir de um determinado ponto do jogo, as surpresas começam a dar bom sinal de si, não faltando uma agradável dose de surpresas. Quem tiver seguido a série ao longo dos anos poderá contar com vários desenvolvimentos relativos à mais assombrada das cidades, não faltando aparições de alguns conhecidos. Uma coisa é certa, o argumento prende do início ao fim.

No que respeita à mecânica, a base é completamente Silent Hill. Assim sendo, há que percorrer cenários exteriores e interiores, na companhia de uma mapa onde vão sendo anotados os locais onde não se pode entrar, as divisões acessíveis e os pontos de save, entre outras características.




Obviamente que Alex faz-se acompanhar pela velha lanterna do franchise. Estranhamente, o dito objecto não funciona na perfeição, pois mesmo com o brilho do televisor puxado ao máximo, não faltam locais onde não se consegue ver um palmo à frente do nariz, ao ponto de termos confirmado por diversas vezes se a dita lanterninha se encontrava ligada. Para além de chegar aos nervos, chega a provocar dores de cabeça.

Escusado será dizer que as ruas e corredores encontram-se repletas de monstruosidades, sendo notório que Homecoming é o jogo da série que mais aposta na acção, com os confrontos a sucederem-se a alto ritmo. É aqui que entra em cena a aprendizagem militar de Alex, com a obra a apresentar um novo sistema de combate, devido ao qual podemos evitar as investidas dos adversários, enquanto damos uso a um sistema de combinação de golpes.

Esta introdução facilita muito os duelos, retirando à obra um pouco da sensação de morte iminente, constantemente presente nos episódios anteriores. Basicamente, está tudo bem mais fácil, sendo possível poupar-se muitas balas e armazenar-se uma boa quantidade de curativos para os choques mais complicados.

Vendo as coisas pelo lado positivo, evita que se tenha de dar uso a um sistema de saves pouco agradável, que obriga a voltar percorrer-se longos percursos após Alex ter ido ao encontro do Criador.

Os enigmas presentes também não são complicados, grande parte deles não apresentando grande nível de criatividade, especialmente no toca à primeira parte da aventura.




E aí... tem coragem???

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